40 pessoas viram palestra da empresa Mars One; 78 mil já se inscreveram. Planeta tem ambiente hostil, pouco oxigênio e temperatura média de 63° C.
Os primeiros voluntários para fazer uma viagem sem volta a Marte daqui a
nove anos se reuniram no sábado (3) em Washington, nos EUA, para
assistir a uma palestra sobre a missão privada que pretende colonizar o
planeta vermelho. O projeto é da empresa holandesa Mars One, que precisa
arrecadar R$ 13,8 bilhões até lá.
Quarenta pessoas de várias partes dos EUA e do Canadá ouviram, em um
auditório da Universidade George Washington, a apresentação do cientista
holandês Bas Lansdorp, presidente e cofundador da Mars One.
A iniciativa sem fins lucrativos foi lançada em abril e pretende enviar a
Marte, em 2022, uma primeira equipe de quatro desbravadores, que
chegará ao planeta sete meses depois, já em 2023.
Cerca de 78 mil voluntários já se inscreveram para essa aventura, que terá alguns processos de seleção.
"Estabelecer uma colônia permanente em Marte implica ir sem voltar. Isso
parece impressionante, mas não se pode esquecer que, na história de
nosso planeta, as pessoas que partiram em viagens de exploração deixaram
para trás suas famílias", explicou Lansdorp à AFP.
"O próximo passo lógico é Marte", acrescentou. E a colônia receberia provisões a cada dois anos, segundo Lansdorp.
"A primeira missão terá como objetivo trabalhar no sistema de suporte à
vida", explicou o cientista, admitindo que o ambiente em Marte é muito
hostil, carece de oxigênio e tem uma temperatura média de 63° C.
No entanto, o cientista destacou que o meio em que a Estação Espacial
Internacional (ISS) – localizada a mais de 300 km da Terra – opera é
ainda mais hostil.
Para Christine Rambo, uma bibliotecária de 38 anos de New Jersey, Marte
será a próxima grande etapa de explorações. "É como Cristovão Colombo
descobrindo a América", compara.
Jesse Lemieux, mecânico aeronáutico de 40 anos e morador do Maine,
entusiasma-se com a ideia de poder ver as paisagens de Marte e explorar
se há algum tipo de vida, mesmo que seja uma bactéria. "Espero ver
marcianos", acrescentou.
Doações estão sendo feitas para o projeto da Mars One, mas Lansdorp não indicou o montante arrecadado até agora.
fonte:http://blognoticiasemdestak.blogspot.com.br/