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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Fotógrafa registra 'pica-pau de duas cabeças' com ajuda de ilusão de ótica

Marina Scarr acompanhava rotina de pássaros quando fez clique curioso.

Revezamento de pássaros à porta de ninho possibilitou a cena.



Uma fotógrafa se surpreendeu ao capturar um "pica-pau de duas cabeças" enquanto acompanhava por mais de três horas a rotina de animais da espécie. Marina Scarr, especialista premiada em fotos de aves, teve que olhar duas vezes ao notar a cena curiosa que havia captado.


A ilusão de ótica foi causada quando uma das aves esticou a cabeça para fora do ninho enquanto a outra estava do lado de fora. O uso de uma lente de longo alcance (teleobjetiva) ajuda a criar a ilusão, pois cria o efeito de "achatar" os planos.
Tratava-se de um casal de pica-paus com filhotes pequenos. O macho e a fêmea se revezam em longas viagens em busca de comida para as crias. Diferente de outras espécies, machos e fêmeas são praticamente idênticos na aparência.
Residente de Tampa Bay, na Flórida, a fotógrafa viaja o mundo fotografando principalmente aves de diversas espécies.


fonte: http://g1.globo.com

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Grupo de voluntários para colonizar Marte em 2023 se reúne nos EUA

40 pessoas viram palestra da empresa Mars One; 78 mil já se inscreveram. Planeta tem ambiente hostil, pouco oxigênio e temperatura média de 63° C.


Os primeiros voluntários para fazer uma viagem sem volta a Marte daqui a nove anos se reuniram no sábado (3) em Washington, nos EUA, para assistir a uma palestra sobre a missão privada que pretende colonizar o planeta vermelho. O projeto é da empresa holandesa Mars One, que precisa arrecadar R$ 13,8 bilhões até lá.
Quarenta pessoas de várias partes dos EUA e do Canadá ouviram, em um auditório da Universidade George Washington, a apresentação do cientista holandês Bas Lansdorp, presidente e cofundador da Mars One.
A iniciativa sem fins lucrativos foi lançada em abril e pretende enviar a Marte, em 2022, uma primeira equipe de quatro desbravadores, que chegará ao planeta sete meses depois, já em 2023.
Cerca de 78 mil voluntários já se inscreveram para essa aventura, que terá alguns processos de seleção.
"Estabelecer uma colônia permanente em Marte implica ir sem voltar. Isso parece impressionante, mas não se pode esquecer que, na história de nosso planeta, as pessoas que partiram em viagens de exploração deixaram para trás suas famílias", explicou Lansdorp à AFP.
"O próximo passo lógico é Marte", acrescentou. E a colônia receberia provisões a cada dois anos, segundo Lansdorp.
"A primeira missão terá como objetivo trabalhar no sistema de suporte à vida", explicou o cientista, admitindo que o ambiente em Marte é muito hostil, carece de oxigênio e tem uma temperatura média de 63° C.
No entanto, o cientista destacou que o meio em que a Estação Espacial Internacional (ISS) – localizada a mais de 300 km da Terra – opera é ainda mais hostil.
Para Christine Rambo, uma bibliotecária de 38 anos de New Jersey, Marte será a próxima grande etapa de explorações. "É como Cristovão Colombo descobrindo a América", compara.
Jesse Lemieux, mecânico aeronáutico de 40 anos e morador do Maine, entusiasma-se com a ideia de poder ver as paisagens de Marte e explorar se há algum tipo de vida, mesmo que seja uma bactéria. "Espero ver marcianos", acrescentou.
Doações estão sendo feitas para o projeto da Mars One, mas Lansdorp não indicou o montante arrecadado até agora.


 fonte:http://blognoticiasemdestak.blogspot.com.br/

domingo, 4 de agosto de 2013

Mudanças climáticas podem deixar pessoas mais violentas, diz estudo

Cientistas veem relação de temperaturas altas com agressões e mortes.
Trabalho revisou 60 pesquisas anteriores e publicou resultados na 'Science'.


Se você sente que fica irritado quando está mais quente, você não está sozinho, aponta um estudo americano publicado na quinta-feira pela revista "Science". Segundo os autores, as temperaturas mais elevadas decorrentes das mudanças climáticas são acompanhadas por um aumento da violência.

E essa relação pode ter consequências desastrosas se o aquecimento global continuar, advertem os pesquisadores das universidades de Berkeley e Princeton, responsáveis pela revisão de 60 trabalhos anteriores nas áreas de climatologia, economia, ciência política e arqueologia.

"Acreditamos que os efeitos (que temos observado) são suficientemente importantes para que os levemos a sério e nos perguntemos se o que fizermos hoje terá influência sobre o grau de violência no mundo dos nossos filhos", afirma o principal autor do estudo, Solomon Hsiang.

De acordo com os cientistas, o calor tem um impacto direto sobre as reações fisiológicas do corpo humano e abusos de ordem criminal, como agressões, estupros, violência doméstica e mortes.

Uma das explicações para o fenômeno estabelece vínculos entre colheitas atingidas por uma seca e uma propensão maior de homens a tomar armas para garantir seus meios de subsistência.

"Os conflitos violentos podem se manifestar por uma série de razões, mas se produzem, mais frequentemente, quando o clima se deteriora", acrescenta Hsiang.

fonte: http://g1.globo.com

sábado, 3 de agosto de 2013

Descoberta na África nova espécie de mamífero com coluna incomum

Coluna vertebral ultrarresistente é utilizada para conseguir alimentos.
Vértebras da parte inferior da coluna têm várias estruturas laterais.



Artigo publicado no periódico "Biology Letters" descreve uma nova espécie de mamífero que apresenta uma coluna vertebral ultrarresistente, uma das mais incomuns que existem. O animal, que recebeu o nome de Scutisorex thori, tem uma estrutura de vértebras entrelaçadas que fazem sua coluna vertebral de quatro a cinco vezes mais robusta em relação ao peso de seu corpo.

A única outra espécie que apresenta essa característica é o Scutisorex somereni, descoberto em 1910. Ambos fazem parte da família soricidae. A descoberta da nova espécie ocorreu em uma floresta próxima ao Rio Tshuapa, na República Democrática do Congo.

A observação do bicho permitiu aos pesquisadores apresentarem uma nova hipótese sobre o significado funcional do formato da coluna vertebral nesses animais. Eles sugerem que eles se posicionam entre o tronco e as bases das folhas de palmeiras e usam a coluna incomum para exercer força e ter acesso a fontes concentradas de larvas de besouros que estão protegidas contra dos predadores.

A coluna forte também pode ser usada para levantar troncos ou pedras para ter acesso a outros invertebrados.

"Os pesquisadores observaram abismados quando um homem permaneceu de pé em cima do animal e ele saiu andando, ileso", disse o pesquisador Bill Stanley, diretor de coleções e zoólogo do Museu Field.

Uma das principais diferenças da estrutura desse animal é que as vértebras da parte inferior da coluna têm várias estruturas laterais que se ligam com a estrutura da vértebra vizinha.

fonte: http://g1.globo.com

Exposição reúne melhores fotos de vida selvagem em Londres

Evento na Royal Geographical Society reúne os maiores fotógrafos do gênero para workshops.


Um evento nos dias 12 e 13 de outubro na Royal Geographical Society em Londres promete reunir os melhores fotógrafos de natureza e suas obras.
O WildPhotos contará com exposição e workshops onde os fotógrafos participantes darão aulas e palestras.
Entre as fotos mostradas, estão imagens de uma elefanta ensinando o filhote a usar a tromba, uma coruja piscando um dos olhos e um papagaio-do-mar no entardecer.
Além das discussões técnicas, os profissionais também vão dar suas opiniões sobre a relação entre a arte de fotografar animais e paisagens e a conservação do meio ambiente.



fonte: http://g1.globo.com

Arqueólogos descobrem ruínas de vila de cerca de 200 anos no Alasca

Vilarejo existia antes de contato com exploradores americanos, diz análise.
Comunidade possivelmente tinha 200 habitantes e importância regional.


Arqueólogos da Universidade Brown, nos Estados Unidos, descobriram as ruínas de uma antiga vila no Alasca que existiu há cerca de 200 anos, aponta a agência de notícias Associated Press. Segundo os pesquisadores, o vilarejo se situa às margens de um rio chamado Kobuk e possivelmente tinha significativa importância regional.
A estimativa dos cientistas é que cerca de 200 pessoas viveram na vila, que existiu em um período anterior ao contato dos nativos com exploradores americanos.
As ruínas foram encontradas nos arredores da cidade de Kiana, no noroeste do Alasca, de acordo com a agência. Arqueólogo especializado na região do Ártico, Doug Anderson disse estar impressionado com a descoberta, que indica que muitas casas eram conectadas por uma rede de túneis.
"Já havíamos encontrados zonas em que duas casas estavam conectadas por túneis, mas nada como isso", afirmou ele à Associated Press. "Em outras áreas, também, as casas são muito pequenas em comparação com essas, que são enormes", ponderou ele com relação às ruínas.
Os restos que indicam o tamanho e estrutura das casas pontam que elas eram cavadas a uma profundidade de pouco mais de um metro. As estruturas incluem paredes de terra e vigas de madeira.

fonte: http://g1.globo.com

sábado, 27 de julho de 2013

Fases da lua podem alterar duração e qualidade do sono, conclui estudo

Na lua cheia, atividade cerebral ligada ao sono profundo diminui até 30%.
Cientistas suíços analisaram mais de 30 voluntários em dois grupos etários.

Lua cheia poderia influenciar sono (Foto:  Pedro Sánchez/Notimex/Arquivo AFP)

 As quatro fases da lua podem ter mesmo efeito sobre o sono das pessoas, segundo um novo estudo feito na Suíça. A pesquisa, que será publicada na edição de 5 de agosto da revista "Current Biology", aponta que, na lua cheia, a atividade cerebral ligada ao sono profundo diminui até 30%.

 

Durante essa fase lunar, os indivíduos pesquisados também demoraram 5 minutos a mais para adormecer e, ao longo da noite, descansaram 20 minutos a menos, em média.
Além disso, os participantes apresentaram níveis mais baixos de melatonina (hormônio que regula os ciclos de sono e vigília) durante a lua cheia, e disseram que o sono foi mais "pobre" nessa época.
Os cientistas, liderados por Christian Cajochen, do Hospital Psiquiátrico da Universidade de Basileia, avaliaram mais de 30 voluntários em dois grupos etários. Segundo eles, os ciclos lunares e o comportamento do sono humano estão realmente conectados – mesmo considerando as influências externas da vida moderna, como a luz elétrica.
Para chegar a essa conclusão, os autores monitoraram os padrões cerebrais, os movimentos oculares e as secreções hormonais (melatonina e cortisol, o hormônio do estresse) dos participantes.
"Essa é a primeira evidência confiável de que o ritmo lunar pode modular a estrutura do sono nos seres humanos", diz Cajochen.
Em alguns animais, as fases da lua são responsáveis por coordenar o comportamento de reprodução. E, na Terra, elas também interferem nas marés dos oceanos, por influência do campo gravitacional da Lua e do Sol sobre o nosso planeta.


fonte: http://noticiasderg.blogspot.com.br

Biomassa tem potencial para diversificar matriz energética

Rico em fontes de geração de energia por meio da biomassa, Brasil ainda carece de investimentos e tecnologias para desenvolver o setor.

A demanda mundial por energias renováveis aumentou no último ano, e quase metade do consumo foi atendido por fontes de biomassa tradicional, como combustão direta de madeira, carvão vegetal, resíduos agrícolas, entre outros. Estudo divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) em parceria com a Escola de Administração e Finanças de Frankfurt indicou que foram investidos 244 milhões de dólares em energias renováveis no mundo em 2012. Países em desenvolvimento, como China, Brasil e países africanos, são citados como destaque nos investimentos e na geração de empregos no setor.

O Brasil se destaca mundialmente pela geração de energia renovável, principalmente devido à energia hidroelétrica, que responde por mais de 64% da produção nacional. Já a energia de biomassa corresponde a apenas 8% do total, ficando atrás ainda do gás e do petróleo, que, juntos, representam quase 16% da matriz energética.

Especialistas defendem que é preciso investir em tecnologias para diversificar o aproveitamento de resíduos da biomassa no país. A adoção deste tipo de energia ajuda a reduzir a pressão sobre as fontes tradicionais e também oferece um destino sustentável para resíduos agropecuários e urbanos.

Os setores sucroalcooleiro e de papel e celulose são os que melhor aproveitam os resíduos de biomassa, segundo Suani Teixeira Coelho, coordenadora Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio). "Eles conseguem aproveitar quase 100% dos resíduos gerados. Já nos setores madeireiro e de resíduos sólidos urbanos, ainda há muito potencial para expandir", comenta a pesquisadora.

Bagaço da cana

A principal fonte de energia através de resíduos da biomassa no Brasil é a cana-de-açúcar. De cada tonelada do produto, 250 kg é bagaco e outros 204 kg, palha e pontas. Tudo pode ser reaproveitado para geração de energia elétrica. "Em São Paulo, toda a colheita precisará ser mecânica a partir de 2014. Isto significa que deve ser aproveitado aproximadamente 98% da casca e folha, e a produção de energia deve aumentar entre 40% e 50%", destaca o vice-presidente da Associação da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), Leonardo Calabró.

Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), a energia elétrica gerada pelas usinas beneficiadoras da planta é suficiente para atender a toda a demanda da produção de etanol e açúcar durante a safra. Das 370 usinas existentes, 160 também fornecem energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN). Juntas, elas levaram à rede 1.381 Megawatts (MW) médios em 2012, o que corresponde, por exemplo, a 45% do consumo de energia da cidade de São Paulo. A capacidade instalada dos resíduos da cana hoje é de 8.974 MW, ou 6,77% da produção nacional.

O Plano Decenal de Expansão de Energia do Ministério de Minas e Energia indica que, até 2021, o setor poderá oferecer ao SIN 10 Gigawatts (GW) médios, se todo o bagaço produzido for aproveitado. "Para estimular este incremento, tem que dobrar a produção e precisa de uma política setorial de longo prazo. Quando as primeiras usinas foram montadas, há 30/40 anos, elas foram equipadas com caldeiras de baixa pressão. Para ampliar a oferta de energia, é preciso trocar estes equipamentos", afirma Zilmar José de Souza, gerente de Bioeletricidade da Unica.

Expansão esbarra na falta de incentivo

Apesar de o Brasil ocupar uma posição de destaque mundial na geração de bioenergia, o país ainda está aquém de outras nações no que diz respeito ao aproveitamento dos resíduos da biomassa. "É necessário fazer muitas inovações neste setor, para garantir eficiência na geração", explica o pesquisador da Embrapa Agroenergia José Dilcio Rocha.

De acordo com um estudo desenvolvido pelo Cenbio a pedido do governo alemão, o Brasil contava com 7.005.125 hectares de área plantada, em 2012. No documento com os resultados preliminares, apresentado em Berlim, em julho, os cientistas destacam que a produção de paletes (biomassa compactada), por exemplo, é incipiente e atinge a apenas 25% da capacidade total de produção.

O cenário de outras fontes energéticas, como a casca de arroz, é parecido. Hoje, existem no país nove usinas que transformam o resíduo em energia. Juntas, elas geram 36,4 MW de potência, ou seja, 0,03% da produção nacional. Coelho comenta que, se toda a capacidade instalada existente no Brasil fosse aproveitada, seria possível produzir cerca de 200 MW de potência.

Para a pesquisadora, isso só pode ser atingido com uma política de governo que amplie os investimentos e incentive a adoção de fontes alternativas de geração de energia por meio de biomassa. Ela sugere introduzir novas tecnologias e aumentar as ofertas de leilões específicos para este tipo de energia. Rocha ressalta ainda que, se implementar novos processos, a indústria pode ampliar a produção e também agregar valor aos resíduos agrícolas, agroindustriais e agroflorestais.


fonte: http://blognoticiasemdestak.blogspot.com.br/